Na COP30 em Belém, Brasil, o Grão-Ducado de Luxemburgo sediou seu primeiro Pavilhão Nacional na Zona Azul de uma Conferência Climática da ONU. Ministério do Meio Ambiente, Clima e Biodiversidade (MECB) contratou a EcoCitizen para cuidar da organização estratégica, do projeto espacial, da curadoria do programa e do gerenciamento operacional completo do pavilhão.
O desafio: Luxemburgo encontra o Mutirão
O mandato do Ministério exigia a criação de um espaço que refletisse o ethos “Let's Make It Happen” de Luxemburgo, respeitando o valor cultural local do “Mutirão” - ação coletiva.
O EcoCitizen propôs um conceito que combinava um ambiente diplomático de alto nível com um centro inclusivo para a rede de parceiros de Luxemburgo, incluindo representantes da sociedade civil, ONGs e órgãos da ONU.
O pavilhão proporcionou uma plataforma visível e acessível para o engajamento com as prioridades climáticas de Luxemburgo e seu compromisso de longa data com o multilateralismo e o processo da UNFCCC.
Resiliência operacional em Belém
Para cumprir essa missão, a EcoCitizen navegou em um ambiente operacional complexo. Na preparação para a COP30, Belém enfrentou escassez da cadeia de suprimentos, disponibilidade limitada de equipamentos, restrições consideráveis de acomodação e atraso no acesso ao local.
O EcoCitizen implantou uma estratégia de logística proativa, garantindo as cadeias de suprimentos locais com antecedência. Isso garantiu que o Pavilhão de Luxemburgo estivesse totalmente operacional no primeiro dia da COP30, um resultado que muitos organizadores não conseguiram alcançar.
A prontidão antecipada do pavilhão permitiu que ele recebesse eventos que foram realocados de outros locais que estavam sofrendo atrasos. Durante toda a conferência, a EcoCitizen manteve uma estreita coordenação com as equipes das instalações da UNFCCC para garantir operações eficientes.
A equipe de entrega
A EcoCitizen empregou uma equipe multidisciplinar só de mulheres, liderada por Adriana González, Diretora da EcoCitizen, para executar o projeto. Como engenheira e diplomata climática, Adriana reúne uma compreensão das metas políticas de alto nível com a logística no nível do solo.
Em sua dupla capacidade como líder estratégica e anfitriã do pavilhão, Adriana preencheu a lacuna entre a política climática técnica e a hospitalidade diplomática, atuando como a principal face do pavilhão para delegações de alto nível.
O EcoCitizen trabalhou com o Ministério antes da COP30 para definir a direção narrativa, a organização espacial e as prioridades funcionais do pavilhão.
Com base nessa estrutura, Daniela Castro liderou o desenvolvimento e a execução do briefing de design, garantindo a coerência entre os elementos físicos e digitais e adaptando a estética ao contexto cultural e ambiental específico de Belém e da região amazônica.
Vivian Rodríguez supervisionou os eventos, coordenando um programa de duas semanas que recebeu mais de 3,500 visitantes, sediou 30 eventos paralelos e exigiu um gerenciamento cuidadoso dos requisitos de protocolo dos convidados ministeriais e VIP.
A EcoCitizen também mobilizou uma estrutura de suporte em camadas de consultores sênior e equipe de ligação, incluindo María Paula Salazar, Stefanía Padilla e Luisa Neves, para fortalecer a coordenação com fornecedores locais, mídia, visitantes e autoridades da UNFCCC. Além disso, a equipe forneceu suporte de mídia de ponta a ponta, incluindo fotografia, videografia e pacotes de conteúdo digital para permitir uma comunicação oportuna e consistente por parte do Ministério.
Projetando para valores
O conceito, o design e as operações do pavilhão estavam alinhados com os valores centrais do EcoCitizen de sustentabilidade autêntica, inclusão e respeito aos contextos locais.
O conceito Maloka: Afastando-se da hierarquia tradicional de “palco e plateia”, o EcoCitizen forneceu um sistema circular de Maloka espaço de reunião. Inspirada nas culturas indígenas, essa área facilitou o diálogo horizontal e inclusivo em vez de apresentações de cima para baixo. O Maloka foi o lar de intercâmbios memoráveis, ricos e autênticos entre autoridades, líderes e a sociedade civil.
Gênero e liderança juvenil: Como um projeto liderado por mulheres, o pavilhão enfatizou o equilíbrio e a representação de gênero em sua programação. O pavilhão também serviu como um espaço ativo para jovens delegados de vários países, garantindo visibilidade e acesso para públicos mais jovens.
Baseado em credibilidade científica
A equipe do EcoCitizen mostrou-se perfeita para esse mandato, graças à nossa posição única e ao nosso know-how na arena multilateral. Com experiência anterior na realização de eventos científicos e políticos de alto nível, especialmente na Zona Azul, a equipe garantiu que as atividades do pavilhão refletissem as dimensões técnicas e políticas das negociações em andamento.
O resultado foi um pavilhão que funcionou não apenas como um local diplomático, mas como uma plataforma ativa para o diálogo sobre políticas e ambição climática.
Um mandato de confiança e entrega
Estendemos nossa profunda gratidão ao Ministério do Meio Ambiente, Clima e Biodiversidade por confiar ao EcoCitizen esse importante mandato.
A entrega de um centro diplomático totalmente operacional no coração da Amazônia foi um privilégio que testou e fortaleceu nossa equipe.
Esse projeto reforça nossa convicção de que o engajamento multilateral bem-sucedido exige mais do que apenas logística; exige um profundo entendimento do cenário político, das nuances do protocolo governamental e um compromisso com o design centrado no ser humano. Os Estados Partes e outras organizações globais que participam de cúpulas e fóruns, como as COPs da ONU, precisam de parceiros que entendam as substância das negociações bem como a logística.
Ao olharmos para as futuras cúpulas, o EcoCitizen continua dedicado a servir a comunidade internacional com o mesmo rigor e coração. Continuaremos a ajudar nossos parceiros a transformar ambições políticas complexas em realidades impactantes e concretas.

